quarta-feira, 16 de abril de 2014

CASA M - SÃO SEBASTIÃO DO CAÍ, RS


Ante-Projeto de unidade habitacional para atender ao programa de necessidades de uma família na cidade de São Sebastião do Caí com área de 300,00m². 


Localização
















Fotos do local











Planta Térreo



















Planta Superior



















Estudo volumétrico



















Axonometrias





































Fotomontagem
















quarta-feira, 9 de abril de 2014

WOOD´s PATCHWORK






 Esquecida, abandonada, esclusa.
Confusa, residual, irregular.
Subestimada, desrespeitada, deslocada.




 Entende, recebe, impõe.
Inclui, aceita, limita.
Comparte, expõe, organiza.


                          =









Diversifica, compõe, adapta.
Re-usa, mistura, renasce.
Encontra, convive, dialoga.







segunda-feira, 7 de abril de 2014

DIY - MOBILIÁRIO TRIÂNGULO

Com a intenção de praticar o DIY (DO IT YOURSELF) projetei e construí uma família de mobiliário a partir da madeira de demolição de uma antiga casa.
Como o estado da madeira encontrada não era dos melhores alguns cortes diagonais nas tábuas foram necessários, e assim originando alguns triângulos que acabaram formando as peças que dão nome a própria mobília.
As marcas do tempo, os defeitos da madeira e as diferentes camadas de tinta são aceitos e permanecem para agora terem nova vida em forma de banco, cadeira e poltrona.



























BANCO TRIÂNGULO



CADEIRA TRIÂNGULO






POLTRONA TRIÂNGULO



EDITORIAL DE MODA - ATELIER CARLOS BACCHI

fotografia: Juliano Busetti






sexta-feira, 4 de abril de 2014

UMA AVENIDA PARA TODOS - O CASO DE UMA AVENIDA EM SÃO SEBASTIÃO DO CAÍ - RS


Motivado por uma reportagem do jornal  Fato Novo da cidade de São Sebastião do Caí sobre o projeto da Avenida Bruno Cassel, decidi escrever um manifesto em favor da diminuição da velocidade dos carros e da criação de ciclovias adequadas.

Link para quem tiver interesse na reportagem do jornal:

http://www.fatonovo.com.br/a-doutor-cassel-sera-uma-avenida-para-pedestres-not-2926.php




Em tempos em que o Brasil e o mundo discutem soluções para os problemas de mobilidade urbana e sustentabilidade, pensar em modelos urbanísticos que privilegiem os automóveis, com certeza não é o melhor caminho a se seguir.
São Sebastião do Caí não está fora deste contexto e a população tem o dever de discutir soluções que dizem respeito a todos, então, não há melhor momento para isso que antes da obra estar concluída. Refiro-me ao projeto da Avenida Bruno Cassel apresentado na reportagem do dia 2 de abril (http://www.fatonovo.com.br/a-doutor-cassel-sera-uma-avenida-para-pedestres-not-2926.php).
Algumas das mais importantes cidades do mundo estão buscando soluções para melhorar as condições dos pedestres e assim tornar as cidades mais humanas e agradáveis. Um bom exemplo disso é Nova Iorque –EUA (cidade com mais de 8 milhões de habitantes), que em 2009 decidiu aumentar em 53% o espaço para pedestres em um dos pontos de maior tráfego de cidade, a Times Square (Figura 1). “Em alguns trechos da avenida, os carros perderam três pistas, convertidas em ciclovias e calçadões”[1]. A decisão de priorizar formas alternativas de circulação como a bicicleta teve como resultado a melhora na circulação de veículos. O que poderia parecer contraditório para alguns, ou seja, diminuir os espaços dos carros se mostrou uma solução que interessante também para a redução de velocidade e maior segurança para as pessoas além de contribuir para a baixa no número de veículos no local.
Não faltariam bons exemplos pelo mundo (Amsterdam, Barcelona ou Paris) para seguir argumentando em favor de mais espaço para pedestres e ciclistas. No Brasil, em um ritmo mais lento, mas também em progressão, a situação vem melhorando. São Paulo, Rio de Janeiro e Aracaju são algumas das capitais que vem tomando providencias nesse sentido. Por aqui, “Porto Alegre deve receber mais 30 quilômetros de ciclovias até o final deste ano, atingindo um total de 50 quilômetros. ” [2]


Figura 1 (Times Square – antes e depois)



Todas essas atitudes não buscam somente atender a um crescente contingente da população usuário de bicicletas, mas sim, melhorar e incentivar hábitos de vida saudáveis, melhores condições de vida em comunidade, segurança, sustentabilidade e mobilidade urbana.
Pode- se imaginar que os exemplos de grandes cidades europeias não sirvam de referencia para um município de pequeno porte do interior do Rio Grande do Sul, como é São Sebastião do Caí, o que eu não concordo. Os bons exemplos estão aí para serem seguidos, e a transformação da cidade e a melhora das condições urbanas podem ser alcançadas muito mais facilmente em uma cidade pequena que em uma grande cidade, onde o grau de complexidade urbana é muito maior.
Pensando em escala regional ou local, e se comparamos os dados de São Sebastião do Caí, fornecidos pelo IBGE, com algumas cidades do Vale do Caí, percebemos que o município é o que possui maior densidade demográfica, o que demonstra um potencial para criação de ciclovias e facilidade para mobilidade urbana dentro de seu perímetro. Pois isso significa que possuímos mais habitantes por metro quadrado em comparação aos municípios vizinhos, ou seja, as pessoas vivem mais próximas umas das outras, fator diminui as distancias como a locomoção ao trabalho, por exemplo.



CIDADE
POPULAÇÃO ESTIMADA (2012)
DENSIDADE DEMOGRÁFICA
(HAB/M²)
FROTA (AUTOMÓVEIS)
RELAÇÃO POPULAÇÃO X VEÍCULOS





São Sebastião do Caí
23.128
196,81
7.271
31%
Feliz
12.992
129,59
4.715
36%
Bom Princípio
12.644
133,20
4.360
34%
Montenegro
62.484
140,13
21.202
34%
Portão
33.212
193,38
12.125
36%
Porto Alegre
1.467.816
2.837,53
550.289
37%

Tabela1 (Guilherme Zamboni Ferreira)


Outro ponto importante da comparação com os municípios vizinhos é a relação de automóveis por habitante. A cidade tem a menor relação dentre os municípios comparados, sendo que apenas 31% do total da população possui automóvel. Dado que serve de argumento para demonstrar que não temos nenhuma necessidade de uma “via rápida” ou “via expressa” para chegarmos com rapidez ao destino desejado, pois estamos tratando de 1/3 do total da população e partindo do ponto que a verdadeira ordem de prioridades de uma rua/avenida com qualidade, e que privilegia a segurança dos mais frágeis (pedestres e ciclistas) e depois os transportes coletivos (mais pessoas dentro de um mesmo veículo) é: 1- pedestres, 2 – ciclistas, 3 – transportes públicos e 4 – transportes privados.



Figura 2 – Pirâmide de Prioridades (Guilherme Zamboni Ferreira)


Então, a decisão de diminuir a velocidade dos veículos na antiga RS122, hoje Avenida Bruno Cassel é correta e está de acordo com as atitudes que vem sendo tomadas nos países do Primeiro Mundo, assim como em todas as cidades que estão preocupadas com qualidade de vida e segurança no trânsito.




Figura 3 – empresa localizada na Av. Bruno Cassel, um bom exemplo que justifica a ciclovia.


A iniciativa de integrar a avenida ao meio urbano é um interessante ponto de partida para melhorar a cidade, o que deixa a desejar é a busca por um diálogo com a população, estou de acordo que ter uma ciclovia é melhor que não ter, mas só isso basta? Creio que não, penso que um projeto de tal importância para a cidade merece um pouco mais de cuidado, pois se trata do principal acesso da cidade, ou o cartão de visitas e boas vindas.
O Caí tem uma grande vocação ao ciclismo basta andar pela cidade e prestar atenção à quantidade de bicicletas que estão circulando pelo centro, fator que poderia ser comparado a uma cidade europeia e que deveria ser potencializado e valorizado pelos projetos urbanísticos. Ou seja, o projeto urbanístico dever ser feito interpretando as características e valores importantes da cidade, e se colocando em escala adequada ao tamanho do município.



PROPOSTA ALTERNATIVA



Para não ficar somente no campo das ideias e críticas, proponho um estudo urbanístico alternativo ao já apresentado como forma de fomentar o debate entre a população sobre o que se deveria fazer com esta avenida. Primeiramente, penso que o debate e a proposição de ideias podem despertar a curiosidade a respeito de um projeto que busca o bem comum, e é com este objetivo que apresento uma proposta em nível de estudo preliminar para este caso.
O estudo toma como ponto de partida a pirâmide de prioridades apresentada anteriormente (figura 2) e entra em acordo com a iniciativa de diminuição da velocidade dos veículos proposto pela prefeitura. A proposta se diferencia do atual projeto municipal por suas preocupações estéticas e de segurança.
Um ambiente confortável e seguro para caminhar e andar de bicicleta pode colaborar para o aumento da qualidade de vida das pessoas e com esse objetivo que se propõem uma solução com a faixa de rolamento (espaço dos carros) separada dos ciclistas e pedestres, pois assim se tem maior proteção e menos risco de um contato com veículos de maior tamanho.
Diferentemente da proposta atual, que possui um canteiro central, o que se propõem aqui são dois canteiros laterais que aproveitam a estrutura existente da atual avenida para formar duas ciclovias, uma para cada sentido, além de calçada, iluminação e proposta de arborização. Resumindo, não se trata de diminuir o espaço dos carros, mas sim, mantê-lo como está, acrescentando faixas de segurança distribuídas pelo trajeto, e utilizando o acostamento para ciclovia e calçada, assim como no projeto da prefeitura.




Figura 4 – Imagem aérea da Avenida Bruno Cassel e RS122.


Uma proposta mais completa desta avenida que conforma os dois principais acessos da cidade também deveria comportar, ao longo de todo trecho, mobiliários urbanos (bancos, lixeiras, equipamentos de ginástica, por exemplo) que formem espaços de permanência, melhoramento dos dois acessos da cidade, e assim tornando-os mais convidativos aos turistas que passam pela rodovia RS122. Também se deveria pensar em pontos de ônibus com qualidade e conforto nos dois extremos da avenida que possam interligar o transporte público local com o intermunicipal e interestadual, proporcionando a um maior número de pessoas o acesso à cidade, principalmente em tempos de festas comunitárias como Festa da Bergamota, por exemplo.







[1] http://www.ecocidades.com/2011/03/23/times-square-nova-york-adeus-carros-alo-pedestres/
[2] http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/geral/noticia/2014/02/ciclovia-de-porto-alegre-vai-ganhar-mais-30-quilometros-ate-o-fim-do-ano-4429741.html

sexta-feira, 28 de março de 2014

TOALHA DE MESA SUJA, UM PALIMSESTO




A arquiteta Sarah Wigglesworth demonstra  a partir de seu diagrama da mesa de jantar, como a realidade cotidiana deforma a imagem idealizada pelos arquitetos. E como alguns conceitos de ordem perdem o sentido quando a casa deixa de ser uma simples imagem.


fonte: Sarah Wigglesworth (http://www.swarch.co.uk/)

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

quarta-feira, 3 de abril de 2013